27/10/2021
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CPI quer investigar irregularidades na segurança pública

Os deputados de oposição iniciaram nesta segunda-feira (23) a coleta de assinaturas para a abertura de uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) para investigar irregularidades na gestão dos serviços de segurança pública do Paraná, apontadas pelo Sindicato dos Delegados de Polícia (Sidepol).

Entre os problemas apontados pelo sindicato, e também pela Associação dos Delegados de Polícia do Paraná (Adepol), que justificam o pedido de abertura de CPI, está a falta de pessoal em todos as carreiras da polícia; o acúmulo e desvio de função em razão da falta de pessoal; a permanência de presos nas delegacias, o que contraria a Lei de Execução Penal; instalações físicas inadequadas; demora injustificável na realização de perícias; e ainda o cancelamento do concurso para delegado em razão da pandemia do coronavírus, que deveria ter sido realizado em fevereiro.

“Os delegados trouxeram para a Assembleia um ofício solicitando a instalação de uma CPI para investigar e apurar irregularidades na gestão de segurança pública do Paraná. Uma das preocupações apresentadas é a falta de efetivo. Temos um número muito pequeno de policiais, de peritos, polícia científica, para atender a demanda. Outro item apresentado são as condições para exercer o trabalho na segurança pública, como a falta de equipamentos, ou equipamentos obsoletos, armas ultrapassadas. É importante investigar as razões que levaram a segurança pública do Paraná estar desta forma. Por que o efetivo hoje é menor do que há 25 anos? Por que temos menos delegados do que Santa Catarina? Existem delegados que são responsáveis por mais de uma delegacia, faltam investigadores, escrivães, atendentes”, justificou o deputado Professor Lemos (PT), líder da oposição na Assembleia.

De acordo com o parlamentar, o objetivo é averiguar a situação e encaminhar as conclusões aos órgãos competentes, garantindo a qualidade e eficiência do serviço de segurança pública.

Além de Lemos, assinam o requerimento de abertura da CPI os deputados Anibelli Neto (MDB), Arilson Chiorato (PT), Goura (PDT), Luciana Rafagnin (PT), Requião Filho (MDB) e Tadeu Veneri (PT). Para que possa ser constituída, a CPI precisa reunir a assinatura de 18 parlamentares.

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