29/11/2020
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Educadores mantêm acampamento e greve de fome

Em reunião realizada na tarde da quinta-feira (19), representantes da categoria, do governo Ratinho Jr. e os deputados Hussein Bakri e Professor Lemos, fizeram mais uma rodada de de debate sobre pautas pertinentes para a categoria. Na ocasião, o governo assumiu o compromisso de fazer a complementação de salários de funcionários que recebem abaixo do mínimo regional. São R$ 77,00 de complementação no salário de quem recebe pouco mais de R$ 1000,00.

Ainda no encontro, os integrantes do governo assumiram o compromisso de realizar o concurso público, ampliando as 500 vagas que foram autorizadas até o momento. A APP-Sindicato solicitou ainda a prorrogação do contrato de 9 mil Funcionários das escolas contratados pelo regime PSS, que poderão ficar desempregados em plena crise. O governo destacou também que será mantido o diálogos sobre o pagamento de progressões e promoções que estão congelados.

Greve de fome continua

Já sobre o edital 47, o qual altera os atuais critérios para a contratação de Professores do Processo Seletivo Simplificado (PSS) instituindo uma prova, o governo não apresentou uma resposta efetiva e afirmou que manterá o debate. De acordo com a direção estadual da APP-Sindicato, com essa resposta, os 47 trabalhadores que estão acampados na porta do Palácio Iguaçu manterão a greve de fome até uma resposta positiva do governo. 

Participando da greve, a Professora de língua portuguesa/inglesa, Daniela*, enfatiza que já está o terceiro dia de resistência e segundo dia de acampamento, explica que os trabalhadores só estão em greve de fome porquê o governador Ratinho Jr e o secretário da Educação, o empresário Renato Feder, insistem em manter a prova para PSS, a qual ela chama de “prova da morte”. 

“Além do risco a saúde daqueles que participaram e consequentemente da sociedade, o edital contém pontos que não favorecem os trabalhadores. Essa prova não pode ser feita a toque de caixa, a mudança do edital deve ser feita com debate com a categoria”.

A Professora ressalta ainda que os Professores que estão se mobilizando não tem medo de realizar a prova, mas sim em participar de um processo seletivo que não assegura direitos para aqueles que participam. “Nós, Professores PSS não temos medo de prova, mas queremos uma prova que nos dê estabilidade, plano de carreira e ela tem um nome, que é concurso público”, completa a docente.

*O nome foi alterado para assegurar a identidade da professora

Fonte: APP-SINDICATO

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