Governo não pode tratar a Educação com tanto desrespeito, destaca Lemos

Foto: Leandro Taques

O governo do Estado não pode tratar a Educação do Paraná com tanto desrespeito, afirmou hoje (23) o deputado Professor Lemos (PT). Em discurso na sessão online da Assembleia Legislativa (Alep), Lemos repudiou os ataques do Poder Executivo aos professores e funcionários de escola e destacou que as reivindicações dos servidores da educação precisam ser acatadas imediatamente, pois são justas e necessárias.  

Líder da oposição na Alep, o deputado lembrou que o governo Ratinho Jr. suspendeu a implementação das progressões e promoções dos educadores, não convocou o PDE (Programa de Desenvolvimento Educacional), não paga o piso regional aos funcionários de escola e suspendeu a hora atividade dos professores. “E agora este ataque brutal aos PSS, mudando os critérios para selecionar os professores temporários para o próximo ano, colocando em risco o emprego de mais de 20 mil professores”. 

Segundo Lemos, o Edital 47/2020, que institui a realização de uma prova presencial em plena pandemia do coronavírus, é “muito cruel” e precisa ser revogado imediatamente. “O pico da Covid-19 está previsto para acontecer no dia 15 de dezembro. É um absurdo! É colocar a vida de professores e familiares em risco! Isto é muito cruel com os professores. Não pode tratar a Educação do Paraná com o desrespeito que está tratando!”.

O deputado disse ainda que “é desesperadora” a ameaça do Poder Executivo de não prorrogar o contrato de cerca de 10 mil funcionários de escola para o próximo ano. “O contrato dos funcionários de escola termina agora em dezembro, pode ser prorrogado por mais um ano, e o governo não anuncia a prorrogação. É desesperador! O governo pretende colocar empresas privadas para oferecer este serviço nas escolas. Estamos falando de educadores! Quem faz a merenda e limpeza nas escolas, quem está na secretaria, biblioteca, laboratório, são educadores, estão preparados para esta tarefa. Temos dezenas de professores e funcionários de escolas em greve de fome, no quinto dia, colocando a vida em risco para proteger os direitos de um coletivo importante para o nosso Estado. Não é à toa que o Paraná está no terceiro lugar do IDEB no Brasil. É resultado do esforço dos nossos professores e funcionários de escola. Não é mérito do governo!”.

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