Logo Site
  • 31 08 16

    30 de agosto: um massacre há 28 anos

    Os trabalhadores, vindos de todo o estado, dirigiram-se a seguir à Assembleia Legislativa, cujas galerias foram ocupadas

    30 de agosto: um massacre há 28 anos
    Foto: Leandro Taques
    Milhares de trabalhadores na educação ocuparam as ruas de Curitiba nesta terça-feira, para lembrar o vigésimo-oitavo aniversário do massacre sofrido no Centro Cívico, quando era governador Álvaro Dias. Os trabalhadores, vindos de todo o estado, dirigiram-se a seguir à Assembleia Legislativa, cujas galerias foram ocupadas.

    Da tribuna, o presidente da APP-Sindicato, professor Hermes Leão, elencou a pauta de reivindicações da categoria, ressaltando que os trabalhadores vivem uma conjuntura muito difícil, com muitos direitos e conquistas da educação sendo ameaçados pelo governo interino de Temer. Ele referiu-se à proposta de emenda constitucional (que congela os investimentos nos serviços públicos por 20 anos), e à ameaça ao marco regulatório do pré-sal (o que seria uma enorme perda para a educação).

    Tanto Hermes Leão quanto o líder do PT, Professor Lemos, enfatizaram as reivindicações da categoria: o piso nacional do magistério, que o Paraná não cumpre; as promoções e progressões não pagas desde o ano passado; a contratação em condições menos precárias dos professores PSS (Processo Seletivo Simplificado); e principalmente o cumprimento do acordo relativo à data-base, firmado em 2015 e que o governo Beto Richa diz que não vai cumprir.

    O presidente da APP-Sindicato pediu também o apoio dos deputados para a aprovação do projeto de lei 426, de autoria do Professor Lemos, que abona as faltas dos trabalhadores da educação em 29 de abril de 2016, primeiro aniversário do segundo massacre do Centro Cívico.