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  • 17 04 17

    MST inicia Jornada nacional de Lutas por Reforma Agrária no Paraná

    A mobilização faz parte do Dia Internacional da Luta Camponesa, dia 17 de abril, que é a data do Massacre de Eldorado dos Carajás

    MST inicia Jornada nacional de Lutas por Reforma Agrária no Paraná
    Cerca de 800 camponeses de acampamentos e assentamentos do MST (Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra), iniciaram nesta segunda-feira (17) a Jornada Nacional de Lutas por Reforma Agrária no Paraná. Os trabalhadores chegaram em Curitiba, onde montaram um grande acampamento de lona preta em frente ao INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária).

    A mobilização faz parte do Dia Internacional da Luta Camponesa, dia 17 de abril, que é a data do Massacre de Eldorado dos Carajás, e um momento intercontinental de mobilizações em defesa da terra, da preservação do meio ambiente, da agricultura camponesa e dos camponeses, onde todas as regiões do país estão mobilizadas durante esta semana.


    No fim da manhã, cerca de 100 integrantes do MST entraram na sede do INCRA para entregar ao superintendente, Edson Wagner Barroso, a pauta de reivindicações. Segundo Diego Moreira, da coordenação do Movimento, a expectativa é boa. “Essa pauta está “amarelada”, é uma pauta com reivindicações também de camponeses que estão acampados há mais de 15 anos. A luta pela terra não é fácil. Seguimos lutando pelo nosso direito à Reforma Agrária. Acredito que nestes dois dias de reuniões e debates, nossa pauta será, pelo menos em parte, atendida”, comentou.


    O deputado estadual Professor Lemos esteve com os sem terra na manhã desta segunda-feira. Lemos lembrou que a luta do campo, agora, com o governo ilegítimo de Michel Temer, precisa ser intensificada. “A luta pela Reforma Agrária, por si só, já árdua, longa e muito dura. O dia 17 de abril é um exemplo, um exemplo triste. Relembramos nesta data o Massacre de Eldorado dos Carajás, quando 21 trabalhadores rurais sem terra foram covardemente assassinados pelo Estado brasileiro. Reafirmamos nosso apoio ao MST e à luta pela Reforma Agrária. E agora, com mais um agravante: a Reforma da Morte, a Reforma da Previdência, que quer acabar com a lastimável aposentadoria no campo. Querem fazer um camponês ou uma camponesa trabalhar até os 65 anos. Isto é inadmissível. Há que lutar”, concluiu.


    Entre as reivindicações, estão terra para as mais de 10 mil famílias acampadas no Paraná. São contra a MP/759 que privatiza os lotes, contra os retrocessos do Governo Temer, e pedem a liberdade imediata dos Presos Políticos do MST.