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  • 12 03 19

    Lemos contesta ataques e enaltece importância da luta do MST no Paraná

    Sobre os conflitos ocorridos na região Centro Sul e que envolvem a Araupel nos últimos anos, o deputado explicou que é preciso entender a raiz do problema

    Lemos contesta ataques e enaltece importância da luta do MST no Paraná
    Foto: Leandro Taques

    Em discurso hoje na Assembleia Legislativa, o deputado Professor Lemos, líder do PT, contestou os ataques realizados contra o MST do Paraná pelo deputado estadual Coronel Lee (PSL). Lemos destacou que a reforma agrária está prevista na Constituição e enalteceu a importância da luta do MST no Estado.

    Sobre os conflitos ocorridos na região Centro Sul e que envolvem a Araupel nos últimos anos, o deputado explicou que é preciso entender a raiz do problema.

    “O governo imperial doou esta área a família de José Ermínio de Moraes em troca da construção da ferrovia norte sul. Não foi construída esta ferrovia e os títulos foram anulados por Getúlio Vargas. Em 2015, a Araupel foi condenada pela Justiça Federal de Cascavel a indenizar o Estado pelo uso indevido destas terras. No dia 1º de agosto de 2017, o TRF-4 confirmou a decisão da primeira instância, reiterando que as terras são da União”.

    Lemos afirmou que as terras que são devolvidas para a União devem, segundo a Constituição, serem utilizadas para a reforma agraria. “A Justiça já entendeu que a Araupel não é proprietária legitima das terras. Portanto não precisava ter conflitos naquela região”.

    O deputado enalteceu a importância da luta do MST no Paraná. “É importante que a gente mostre como funciona o MST. No Estado existem 330 assentamentos consolidados, com várias cooperativas importantes, que produzem arroz, produtos lácteos, derivados da cana de açúcar, derivados da erva mate. Estas cooperativas geram emprego e renda e só fazem bem aos municípios. A reforma agrária está prevista na Constituição e vamos continuar transformando muitas áreas que não produzem em áreas produtivas. Parabéns à luta do MST, parabéns a luta dos campesinos!”.