{"id":1174,"date":"2022-03-28T14:51:40","date_gmt":"2022-03-28T17:51:40","guid":{"rendered":"http:\/\/professorlemos.com.br\/?p=1174"},"modified":"2022-03-31T10:40:23","modified_gmt":"2022-03-31T13:40:23","slug":"especialistas-querem-popularizar-praticas-integrativas-e-complementares-de-saude-no-parana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/professorlemos.com.br\/?p=1174","title":{"rendered":"Especialistas querem popularizar Pr\u00e1ticas Integrativas e Complementares de sa\u00fade no Paran\u00e1"},"content":{"rendered":"\n<p>Por&nbsp;<strong>Thiago Alonso<\/strong>\/Alep<a href=\"https:\/\/www.assembleia.pr.leg.br\/comunicacao\/noticias\/especialistas-querem-popularizar-praticas-integrativas-e-complementares-de-saude-no-parana#\"><\/a><\/p>\n\n\n\n<p>Segundo dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, as Pr\u00e1ticas Integrativas e Complementares (PICs) est\u00e3o presentes em quase 54% dos munic\u00edpios brasileiros, distribu\u00eddos pelos 27 estados e Distrito Federal e todas as capitais. No entanto, para os profissionais que atuam em um dos 29 procedimentos reconhecidos, o alcance nas cidades brasileiras e paranaenses ainda n\u00e3o \u00e9 o suficiente. Por isso, uma audi\u00eancia p\u00fablica realizada pela Assembleia Legislativa do Paran\u00e1 nesta segunda-feira (28) debateu e colheu sugest\u00f5es para ampliar a atua\u00e7\u00e3o e o atendimento em Pr\u00e1ticas Integrativas e Complementares na Sa\u00fade. Proposta pelo deputado Professor Lemos (PT), a audi\u00eancia contou com a participa\u00e7\u00e3o de profissionais e especialista em PICs.<\/p>\n\n\n\n<p>Pr\u00e1ticas Integrativas e Complementares s\u00e3o tratamentos que utilizam recursos terap\u00eauticos baseados em conhecimentos tradicionais, de acordo com defini\u00e7\u00e3o do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade. Estes tratamentos s\u00e3o voltados para prevenir diversos tipos de doen\u00e7as, como depress\u00e3o e hipertens\u00e3o. O Sistema \u00danico de Sa\u00fade (SUS) oferece atualmente, de forma integral e gratuita, 29 procedimentos \u00e0 popula\u00e7\u00e3o. Apesar de reconhecido pelo sistema de sa\u00fade, muitas dessas pr\u00e1ticas s\u00e3o pouco difundidas.<\/p>\n\n\n\n<p>\u00c9 o que explicou o deputado Professor Lemos. \u201cAprovamos na Assembleia a Lei 19785\/2018, que institui as diretrizes para as Pr\u00e1ticas Integrativas e Complementares em Sa\u00fade no Sistema \u00danico de Sa\u00fade do Paran\u00e1. Agora precisamos batalhar para a implementa\u00e7\u00e3o desta Lei nos munic\u00edpios do Estado, al\u00e9m de trabalhar para melhorar a legisla\u00e7\u00e3o. Ela deve ser mudada para incluir pontos que n\u00e3o foram tratados na Lei original. Tamb\u00e9m precisamos fazer com que todos conhe\u00e7am a Lei\u201d, avaliou.<\/p>\n\n\n\n<p>Para isso, Lemos prop\u00f4s a cria\u00e7\u00e3o de um grupo de trabalho reunindo todas as lideran\u00e7as presentes na audi\u00eancia p\u00fablica. O grupo vai fazer sugest\u00f5es para poss\u00edveis altera\u00e7\u00f5es na legisla\u00e7\u00e3o, al\u00e9m de apresentar propostas ao Poder P\u00fablico. \u201cVamos levar tamb\u00e9m estas demandas para o Governo Federal\u201d, completou. &nbsp;<\/p>\n\n\n\n<p>O parlamentar lembrou ainda do projeto de lei 283\/2020, de autoria de diversos deputado, que estabelece a permiss\u00e3o e reconhecimento das pr\u00e1ticas populares de educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade nas comunidades, como nova tecnologia de apoio complementar \u00e0 sa\u00fade p\u00fablica. \u201cProtocolamos esse projeto e vamos colher sugest\u00f5es que podem se transformar em emendas ao projeto\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>A Lei estadual 19.785\/2018 considera como modalidades de Pr\u00e1ticas Integrativas e Complementares em Sa\u00fade a acupuntura; a homeopatia; as plantas medicinais e fitoterapia; o termalismo social\/crenoterapia; a arteterapia; a ayurveda; a biodan\u00e7a; a dan\u00e7a circular; a medita\u00e7\u00e3o; a musicoterapia; entre outras.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Propostas<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com La\u00eds Bacilla, professora e coordenadora da Cooperativa Nacional dos Terapeutas Integrativos e Profissionais de Sa\u00fade, \u00e9 preciso fazer mais. Ela enumerou uma s\u00e9rie de pontos para fortalecer e efetivar as PICs nos munic\u00edpios. \u201cA Lei por si s\u00f3 n\u00e3o se faz se a sociedade civil n\u00e3o se colocar atuante no processo. H\u00e1 a necessidade de cursos nessa \u00e1rea para os profissionais de sa\u00fade. Tamb\u00e9m h\u00e1 necessidade de condi\u00e7\u00f5es m\u00ednimas de trabalho e de concursos p\u00fablicos para a \u00e1rea. Pedimos ainda que seja delimitado um or\u00e7amento na Secretaria de Sa\u00fade para pesquisa. Encaminharemos aos deputados sugest\u00f5es para complementar a Lei\u201d, disse.<\/p>\n\n\n\n<p>De acordo com o professor natur\u00f3logo e mestre em Sa\u00fade Coletiva, Alan Kornin, h\u00e1 uma necessidade de amplia\u00e7\u00e3o das pol\u00edticas p\u00fablicas sobre o assunto. \u201cPrecisamos de profissionais e insumos, seguran\u00e7a, efic\u00e1cia, qualidade. H\u00e1 o desinvestimento p\u00fablico do SUS e a escassez de for\u00e7a de trabalho, al\u00e9m da inadequa\u00e7\u00e3o da infraestrutura e a subnotifica\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o no Datasus\u201d, opinou.<\/p>\n\n\n\n<p>O doutor Paulo C\u00e9sar Medeiros, professor de Geografia no Instituto Federal do Paran\u00e1 (IFPR), tamb\u00e9m identificou uma s\u00e9rie de necessidades da \u00e1rea. \u201cPrecisamos de regula\u00e7\u00e3o profissional e do reconhecimento pelos \u00f3rg\u00e3os. H\u00e1 ainda a necessidade de costurar a organiza\u00e7\u00e3o e forma\u00e7\u00e3o profissional. Quando as institui\u00e7\u00f5es possuem demanda, os cursos s\u00e3o em car\u00e1ter experimental. Por fim, \u00e9 preciso ser assegurada a infraestrutura, assim como fontes de financiamento\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Para Adriana Prestes do Nascimento Palu, servidora p\u00fablica municipal e membro da Articula\u00e7\u00e3o Nacional de Movimentos e Pr\u00e1ticas de Educa\u00e7\u00e3o Popular e Sa\u00fade, existem grandes desafios para fortalecer as Pr\u00e1ticas Integrativas. \u201cN\u00e3o temos pol\u00edticas institu\u00eddas nos munic\u00edpios. Tamb\u00e9m faltam a regulariza\u00e7\u00e3o e o reconhecimento dos profissionais. Al\u00e9m disso, h\u00e1 a necessidade de forma\u00e7\u00e3o e educa\u00e7\u00e3o permanente. Tamb\u00e9m precisamos de mudan\u00e7a de paradigma, j\u00e1 que as Pr\u00e1ticas Integrativas resgatam conhecimentos antigos, que as pessoas tomam como novos\u201d, afirmou.<\/p>\n\n\n\n<p>Eleine Martins, professora doutora do departamento de enfermagem da Universidade Estadual de Londrina (UEL), falou sobre a necessidade de reconhecimento das Pr\u00e1ticas Integrativas, al\u00e9m de lembrar as conquistas da \u00e1rea ao longo do tempo. \u201cTivemos avan\u00e7os, como disciplinas obrigat\u00f3rias e optativas nas grades curriculares. Por isso, esse momento da audi\u00eancia p\u00fablica \u00e9 muito precioso, pois trabalhamos pensando nessa situa\u00e7\u00e3o de discutir o assunto\u201d, disse. Para a presidente do Sindicato dos Terapeutas do Paran\u00e1, Roseli Gon\u00e7alves, o grupo precisa unir for\u00e7as para conquistar respeito. \u201cOs munic\u00edpios t\u00eam de fazer a sua parte. Precisamos trazer mais munic\u00edpios para estas audi\u00eancias e assim implantar as Pr\u00e1ticas Integrativas. Muitos n\u00e3o sabem nem do que se trata\u201d, concluiu.<\/p>\n\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por&nbsp;Thiago Alonso\/Alep Segundo dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, as Pr\u00e1ticas Integrativas e Complementares (PICs) est\u00e3o presentes em quase 54% dos munic\u00edpios brasileiros, distribu\u00eddos pelos 27 estados e Distrito Federal e todas as capitais. 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