{"id":910,"date":"2021-03-18T17:23:21","date_gmt":"2021-03-18T20:23:21","guid":{"rendered":"http:\/\/professorlemos.com.br\/?p=910"},"modified":"2021-03-18T17:23:24","modified_gmt":"2021-03-18T20:23:24","slug":"grupo-de-trabalho-vai-propor-melhorias-em-projetos-que-regulamentam-uso-de-agrotoxicos-no-parana","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/professorlemos.com.br\/?p=910","title":{"rendered":"Grupo de trabalho vai propor melhorias em projetos que regulamentam uso de agrot\u00f3xicos no Paran\u00e1"},"content":{"rendered":"\n<p>O impacto da aplica\u00e7\u00e3o incorreta ou ilegal de agrot\u00f3xicos no Paran\u00e1, que est\u00e1 matando abelhas e o bicho da seda, causando preju\u00edzos incalcul\u00e1veis a produtores rurais de todo o Estado, e comprometendo a produ\u00e7\u00e3o de alimentos, foi tema uma audi\u00eancia p\u00fablica remota realizada na manh\u00e3 desta quinta-feira (18) pela Assembleia Legislativa do Paran\u00e1 (Alep).<\/p>\n\n\n\n<p>A audi\u00eancia, com o tema \u201cOs impactos da deriva dos agrot\u00f3xicos na sericicultura, apicultura, produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica e agroecol\u00f3gica\u201d, foi promovida pelos deputados Professor Lemos (PT), Luiz Cl\u00e1udio Romanelli (PSB), Tadeu Veneri (PT), Goura (PDT), Anibelli Neto (MDB) e Luciana Rafagnin (PT), e contou com a participa\u00e7\u00e3o de produtores e trabalhadores rurais, pesquisadores, representantes do governo estadual e municipais, Minist\u00e9rio P\u00fablico do Estado e entidades da sociedade civil organizada.<\/p>\n\n\n\n<p>Ao final do encontro, foi definido a cria\u00e7\u00e3o um grupo de trabalho, formado por deputados, assessorias, e participantes da audi\u00eancia p\u00fablica, que ir\u00e1 se reunir de forma virtual na pr\u00f3xima quarta-feira (24) \u00e0s 9 horas. O objetivo \u00e9 discutir de que forma as propostas debatidas hoje podem ser incorporadas a projetos de lei que est\u00e3o tramitando na Assembleia.<\/p>\n\n\n\n<p>\u201cA audi\u00eancia trouxe v\u00e1rias propostas importantes. Temos um projeto de lei, que j\u00e1 foi apresentado e est\u00e1 recebendo assinaturas dos deputados, que trata da regulamenta\u00e7\u00e3o da aplica\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xico no Estado, e que certamente poder\u00e1 ser melhorado. Vamos criar um comit\u00ea de trabalho para acompanhar e melhorar este projeto, bem como outras propostas que est\u00e3o tramitando, como o projeto do deputado Tadeu que pro\u00edbe a pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea. Precisamos avan\u00e7ar neste tema. O objetivo \u00e9 unificar as v\u00e1rias opini\u00f5es, as vis\u00f5es apresentadas hoje, unificar as for\u00e7as, para que possamos avan\u00e7ar o mais r\u00e1pido poss\u00edvel no Paran\u00e1 para atender esta demanda, que \u00e9 muito importante\u201d, explicou Lemos, l\u00edder da oposi\u00e7\u00e3o na Alep.<\/p>\n\n\n\n<p>O deputado Tadeu Veneri, l\u00edder do PT na Assembleia, destacou que a popula\u00e7\u00e3o precisa ter o direito de escolher que tipo de alimento quer consumir. \u201cA sociedade precisa ter o direito de escolher que tipo de alimento quer consumir. O Cear\u00e1 j\u00e1 proibiu a pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea. A Europa j\u00e1 proibiu. O debate \u00e9 extremamente importante, pois nos coloca diante de uma possibilidade de termos uma alternativa. Em S\u00e3o Paulo, entre 2013 e 2015, a cana de a\u00e7\u00facar ocupou 71% da pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea. Precisamos debater como, quando e porque, e como evitar. Para que n\u00e3o tenhamos produtor ganhando muito e a maioria dos produtores perdendo muito sem poder recorrer a ningu\u00e9m. Por que consumimos agrot\u00f3xico sabendo que ele mata. Queremos ter a op\u00e7\u00e3o de n\u00e3o consumirmos agrot\u00f3xico\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>A deputada Luciana Rafagnin lembrou que o Brasil \u00e9 o Pa\u00eds do mundo que mais utiliza agrot\u00f3xicos, sendo que cada paranaense consome, em m\u00e9dia, 7,5 litros de agrot\u00f3xicos por ano. \u201c\u00c9 uma quest\u00e3o que nos incomoda, porque sabemos os danos que trazem para as pessoas, para a \u00e1gua, o solo e os animais. Infelizmente o Brasil \u00e9 o Pa\u00eds que mais consome agrot\u00f3xico no mundo, cerca de 500 mil toneladas por ano. Agrot\u00f3xicos banidos em outros pa\u00edses s\u00e3o aceitos no Brasil. Temos tendo grandes preju\u00edzos, principalmente relacionados \u00e0 sa\u00fade das pessoas. No Paran\u00e1, cada paranaense consome 7,5 litros de agrot\u00f3xico por ano. O agrot\u00f3xico impacta diretamente nos alimentos, ent\u00e3o como os produtores de org\u00e2nicos conseguem produzir, sendo que h\u00e1 contamina\u00e7\u00e3o cruzada? \u00c9 a mesma quest\u00e3o do mel. Muitos apicultores est\u00e3o registrando morte de abelhas, prejudicando n\u00e3o apenas a remunera\u00e7\u00e3o dos produtores, mas causando grandes problemas ambientais, pois as abelhas s\u00e3o respons\u00e1veis pela poliniza\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Presidente da Comiss\u00e3o de Meio Ambiente, o deputado Goura cobrou a\u00e7\u00f5es efetivas de fiscaliza\u00e7\u00e3o do governo do Estado e responsabiliza\u00e7\u00e3o dos agricultores que utilizam agrot\u00f3xicos de maneira incorreta ou ilegal. \u201c\u00c9 importante que esta audi\u00eancia tenha resultados concretos e objetivos. Precisamos de a\u00e7\u00f5es efetivas de fiscaliza\u00e7\u00e3o, controle, rigor, orienta\u00e7\u00e3o aos produtores rurais como um todo, e aplica\u00e7\u00e3o da responsabilidade por parte dos produtores que usam agrot\u00f3xicos, cobran\u00e7a de barreiras verdes efetivas nas propriedade. Se a pessoa usa agrot\u00f3xico, precisa ser responsabilizada sim. \u00c9 muito importante pensar nos impactos cumulativos da aplica\u00e7\u00e3o de agrot\u00f3xicos, principalmente na sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o e na harmonia do ecossistema como um todo.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>O deputado Arilson Chiorato, por sua vez, chamou a aten\u00e7\u00e3o para os perigos da pulveriza\u00e7\u00e3o clandestina. \u201c\u00c9 um tema important\u00edssimo, precisamos cuidar da deriva e tamb\u00e9m da pulveriza\u00e7\u00e3o clandestina. O Estado precisa ser en\u00e9rgico, muito fiscalizador. Precisamos aumentar os quadros de fiscaliza\u00e7\u00e3o. A agricultura familiar, org\u00e2nica, limpa, \u00e9 importante para o desenvolvimento do ser humano. O Estado precisa aumentar o efetivo e ajudar o agricultor familiar e pequeno produtor nesta luta\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Presidente da Comiss\u00e3o de Agricultura da Assembleia, o deputado Anibelli Neto ressaltou que a Alep precisa assumir o protagonismo nas discuss\u00f5es sobre o assunto. \u201cN\u00e3o podemos ter receio de discutir problemas importantes que afetam muitas pessoas. O deputado Tadeu protocolou um projeto para delimitar onde deve ser usado agrot\u00f3xico ou n\u00e3o. \u00c9 um problema pertinente, principalmente no per\u00edodo p\u00f3s-pandemia. Ent\u00e3o temos que discutir. \u00c9 salutar ter esta discuss\u00e3o. Existem v\u00e1rios fatores que afetam a produ\u00e7\u00e3o do mel quanto das outras culturas. A Assembleia \u00e9 o lugar para protagonizar este tipo de discuss\u00e3o. Trazer experiencia, dados, pesquisas. Para que possamos, de repente, apresentar um projeto que possa estar em sintonia com a maioria das pessoas dos setores envolvidos\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>J\u00e1 o deputado federal Enio Verri (PT), disse que \u00e9 preciso buscar alternativas que respeitem a produ\u00e7\u00e3o, a produtividade, mas que respeitem principalmente a vida. \u201c\u00c9 fundamental que tenha tenhamos produ\u00e7\u00e3o de alimentos saud\u00e1veis. Produzir alimentos com qualidade, que garantam a sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o. At\u00e9 numa l\u00f3gica de mercado hoje, o produto sem agrot\u00f3xico vende mais. Ent\u00e3o h\u00e1 muitas reflex\u00f5es a serem feitas para que possamos romper paradigmas. E para isso precisamos romper politicas do governo federal que libera agrot\u00f3xico como libera chocolates, balas. Se a Anvisa liberasse vacinas com a velocidade que libera agrot\u00f3xicos, resolver\u00edamos o problema da pandemia do Brasil. Temos que achar alternativas que respeitem a produ\u00e7\u00e3o, a produtividade, mas que respeitem a vida. O papel da politica \u00e9 promover vida com qualidade a todos e todas, n\u00e3o apenas a uma parcela da sociedade.\u201d<\/p>\n\n\n\n<p>Tamb\u00e9m participaram da audi\u00eancia os deputados Requi\u00e3o Filho (MDB) e Luiz Cl\u00e1udio Romanelli (PSB), o secret\u00e1rio da Agricultura e do Abastecimento, Norberto Ortigara; presidente da Federa\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores Rurais Agricultores Familiares do Paran\u00e1, Marcos Brambilla; vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o Altoniense dos Apicultores, Jos\u00e9 Aparecido Neri; presidente da Associa\u00e7\u00e3o Norte Paranaense de Estudos em Fruticultura, Werner Genta; presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Sericicultores de Mandagua\u00e7u, Jos\u00e9 Pinheiro Gon\u00e7alves; representante da dire\u00e7\u00e3o nacional do MST, Ceres Haddich; representante da Terra de Direitos e da Campanha Permanente Contra os Agrot\u00f3xicos e Pela Vida, Naiara Andreolli Bittencourt; promotor do Centro de Apoio das Promotorias de Justi\u00e7a de Meio Ambiente, Habita\u00e7\u00e3o e Urbanismo, Alexandre Gaio; diretor de Extens\u00e3o Rural do Instituto de Desenvolvimento Rural do Paran\u00e1, Nelson Harger; diretor da Ag\u00eancia de Defesa Agropecu\u00e1ria do Paran\u00e1, Manoel Luiz de Azevedo; representante da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento, Cezar Pian; e a representante da Rede Ecovida, Sandra Escher.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O impacto da aplica\u00e7\u00e3o incorreta ou ilegal de agrot\u00f3xicos no Paran\u00e1, que est\u00e1 matando abelhas e o bicho da seda, causando preju\u00edzos incalcul\u00e1veis a produtores rurais de todo o Estado, e comprometendo a produ\u00e7\u00e3o de alimentos, foi tema uma audi\u00eancia p\u00fablica remota realizada na manh\u00e3 desta quinta-feira (18) pela Assembleia Legislativa do Paran\u00e1 (Alep). 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